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fevereiro

  • 15 de fevereiro

    SAVASSI »Canteiro de obras começa a dar frutos

    Depois dos prejuízos com a revitalização, mesas ao ar livre e música ao vivo trazem de volta, aos poucos, o público da região

    Paulo Henrique Lobato
     
    Depois dos transtornos causados pela polêmica obra de revitalização da Praça Diogo de Vasconcelos, mais conhecida como Praça da Savassi, o movimento em alguns estabelecimentos comerciais da região começa a voltar ao ritmo anterior à reforma, com tendência de boa alta a partir dos próximos meses. Os primeiros a sentir os bons ventos são donos de restaurantes, cafés e bares que têm alvará da prefeitura para explorar música ao vivo e espalhar mesas no novo calçadão. Por outro lado, muitos lojistas ainda lamentam as perdas nas vendas, sobretudo em 2011, quando foram obrigados a dispensar funcionários.

    A obra, iniciada em março de 2011 e prevista para ser concluída no segundo trimestre de 2012, presenteará a região com fontes de água e promete resgatar o charme da Savassi, cujo nome se deve a uma antiga padaria que funcionou na região na década de 1930. Hoje, um dos destaques do local é o tradicional Café 3 Corações, inaugurado em 1996, na esquina da Avenida Getúlio Vargas com a Rua Antônio de Albuquerque. O dono do estabelecimento, Francisco Miranda, que amargou perda de 40% no faturamento em razão da reforma, comemora a volta do público.

    “Graças a Deus retomei o movimento de antes e, com o fim da restauração, acredito que (o fluxo da clientela) será ainda melhor. Penso em ampliar o horário de fechamento das 22h para as 24h e contratar cinco pessoas”, disse enquanto saboreava uma xícara de café. Perto dali, num dos quarteirões da Rua Sergipe, o movimento na cafeteria e livraria Status também começa a voltar ao normal. O estabelecimento recebeu autorização da prefeitura para colocar mesas e cadeiras no novo calçadão, anteriormente rua aberta ao trânsito, e oferece, diariamente, música ao vivo a partir das 18h.

    “Criou-se um ambiente de happy hour. Inicialmente, a obra foi complicada para nós. O movimento, agora, começa a voltar ao normal”, avaliou Carolina Batista, funcionária da Status. Além das mesas e cadeiras colocadas pelas cafeterias e restaurantes, a praça também recebeu da prefeitura bancos fixos revestidos com material resistente. A instalação do mobiliário, porém, foi concluída. Os canteiros e as fontes da praça também vão demorar algumas semanas para serem finalizados.

    RETORNO Depois de se afastar da praça em razão de o lugar ter se tornado um canteiro de obras, muita gente voltou a frequentar o local. Ontem, os publicitários Daniel Burle, de 34 anos, Jefferson Miranda, de 25, Ana Dutra, de 31, e Lívia Kemps, de 27, aproveitaram o horário do almoço para trocar o ambiente formal da empresa, em Nova Lima, por um alegre bate-papo na Savassi. “Belo Horizonte precisava de um ambiente como este, que lembra praças do exterior”, disse Jefferson.

    Coincidência ou não, quatro jovens músicos estrangeiros se apresentavam ontem na praça, na hora do almoço. “Vamos ficar dois meses no Brasil. Sei que essa praça está em obra, mas está bonita”, elogiou a holandesa Ilse Roskam, do grupo The Balcony Players, que também tem como integrantes o holandês Montek de Leeuw, o americano Martin Masakowski e o belga Johan de Pue.

    Os músicos se apresentaram próximo à lanchonete Rococó. A dona do local, Patrícia Fernandes, inaugurou o ponto há três meses. “O movimento está acima do esperado. Emprego três funcionários e devo contratar mais três”, disse.
    Estado de Minas 15-02-2012