Pesquisa da Fecomércio Minas revela que 78% dos empresários estão confiantes com o atual exercício.
RAQUEL GONDIM.
| ALISSON J. SILVA |
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| De acordo com Silvânia de Araújo, da Fecomércio Minas, o clima de otimismo no país impulsiona o consumo |
Depois de o varejo de Minas Gerais ter apresentado no ano passado maior crescimento do que a média brasileira, as expectativas dos lojistas da Capital para 2012 estão em alta. Uma pesquisa realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio Minas) revela que 78% dos empresários do ramo estão confiantes com o atual exercício.
Dentre esses, 48,3% estão muito otimistas e 30% estão otimistas. Os principais motivos que explicam as previsões positivas são a crença de que a economia continuará a crescer (22,3%), aumento do salário mínimo (16,2%), investimentos públicos (15,9%) e redução da taxa de juros e aumento do crédito (12,7%).
Para a gerente do departamento de economia da Fecomércio Minas, Silvânia de Araújo, o fato de o governo federal estar com o pé no acelerador para garantir o crescimento do país, inclusive, aumentando os investimentos públicos, ajuda a explicar as boas perspectivas do varejo. "E todo este clima de otimismo leva ao consumo", acrescenta.
Apesar disso, 16% dos entrevistados pela sondagem não estão nem otimistas nem pessimistas, 5,3% estão pessimistas e 0,3% estão muito pessimistas. As razões que mais ajudam a explicar o desânimo dos empresários são o descontrole das finanças públicas (33,8%), aumento da inflação (14%), aumento da taxa de juros e escassez do crédito (11%) e aumento da alíquota de imposto (11%).
Segundo 28,8% das pessoas consultadas, a taxa de juros ainda elevada, apesar das últimas reduções da Selic anunciadas pelo Banco Central (BC), é também o fator que mais poderá prejudicar a economia em 2012. Os outros motivos são a carga tributária (16,6%), o desemprego (16,1%) e a inflação elevada (13,8%).
Estímulo - Levando em conta os fatores que poderão estimular as vendas do varejo, 24% citaram o aumento do crédito, 23,8% a confiança das pessoas e 15,7% a redução da taxa de juros.
Para vender mais em 2012, as empresas pretendem apostar, principalmente, em produtos mais ágeis e menor preço (40,3%), investimentos em mídia (20,6%) e prazos mais dilatados (15,8%).
A maioria dos varejistas (32,3%) diz que em 2012 o consumidor irá priorizar o fator "preço", seguido por bom atendimento (25,5%), prazo (22%) e qualidade dos produtos (15,5%). Silvânia de Araújo chama a atenção para o fato de que, pela primeira vez em levantamentos feitos pela entidade, os lojistas citaram as redes sociais como ferramenta de interesse do consumidor. Para 4,7% dos empresários entrevistados pela Fecomércio, informações divulgadas em meios como Facebook e Twitter têm grande influência sobre os compradores.
Outras ações que têm ganhado terreno no segmento são as medidas sustentáveis, hoje consideradas por 79,8% dos varejistas. Os procedimentos mais adotados neste sentido são o encerramento da distribuição de sacolas plásticas (40,3%), escolha dos fornecedores (10,9%), educação financeira para os empregados (7,1%) e participação em campanhas sustentáveis (7,1%).
Diário do Comércio 15-02-2012