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fevereiro

  • 15 de fevereiro

    Vendas em Minas registram alta de 10% em 2011

             

    Em dezembro ante novembro expansão chegou a 1,6%.

    RAQUEL GONDIM.

     

    ALISSON J. SILVA
    A expansão foi puxada pelas vendas de móveis e eletrodomésticos ( 31,1%)
    A expansão foi puxada pelas vendas de móveis e eletrodomésticos ( 31,1%)

    As vendas do varejo em Minas Gerais cresceram 10% em 2011 em relação ao ano anterior. O resultado no Estado superou a média nacional, que registrou expansão de 6,7% na mesma base de comparação. Apesar disso, os números divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam para um leve desaquecimento ante 2010, quando foram contabilizadas altas de 11,4% em Minas e de 10,9% no país. Levando-se em conta os resultados de dezembro do ano passado frente a novembro, houve avanço de 1,6% no Estado e de 0,3% no Brasil.

    De acordo com o IBGE, a perda de ritmo do segmento em 2011 pode ser atribuída às medidas macroprudenciais adotadas pelo governo federal no fim de 2010, como, por exemplo, a restrição ao crédito e a elevação da taxa de juros, que se estendeu até setembro de 2011. Além disso, o temor em relação à crise na Europa e nos Estados Unidos, o aumento da inflação e o menor crescimento da massa de rendimentos também ajudariam a explicar a performance mais tímida do comércio no último exercício.

    Em Minas Gerais, a expansão dos negócios em 2011 foi puxada, principalmente, pelas vendas de móveis e eletrodomésticos ( 31,1%), equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação ( 15,3) e outros artigos de uso pessoal e doméstico ( 10,6%). O pior desempenho entre os ramos pesquisados pelo instituto foi verificado em combustíveis e lubrificantes, que se manteve estagnado em relação a 2010.

    Já na comparação de dezembro do exercício passado com idêntico mês de 2010 os móveis e eletrodomésticos tiveram, mais uma vez, o melhor resultado, com uma variação positiva de 32,1%. Em seguida aparecem outros artigos de uso pessoal e doméstico ( 9,2%) e tecidos, vestuários e calçados ( 5,3%). Na mesma base de comparação, as principais influências negativas foram notadas nos ramos de equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (-11,1%), combustíveis e lubrificantes (-2,6%) e livros, jornais, revistas e papelaria (-1,1%).

    No comércio varejista ampliado, que inclui ainda os segmentos de veículos e materiais de construção, foi registrado em 2011 um incremento de 9% nas vendas no Estado e de 6,6% no país, tendo como referência o ano anterior. Em Minas, o grupo veículos, motocicletas, partes e peças contabilizou alta de 7,3% no período e o de materiais de construção, 8,8%. Levando-se em conta somente o mês de dezembro contra o mesmo período do exercício anterior, houve respectivamente, recuo de 6,7% e acréscimo de 2,6% nos negócios.

    Diário do Comércio 15-02-2012