FOTO: ALISSON GONTIJO - 1.10.2011
Oportunidade. Lojistas debatem como aproveitar as oportunidades que serão criadas pela Copa
Nove em cada dez empresários do comércio de Minas Gerais acreditam que a Copa do Mundo de 2014 será uma boa oportunidade de negócios, mas 77,8% deles ainda não iniciaram um planejamento dos investimentos necessários para aproveitar essa oportunidade. Os dados são do estudo "Diagnóstico e Expectativas do Comércio Varejista Mineiro para a Copa do Mundo FIFA 2014", divulgado ontem pela Federação do Comércio de Minas Gerais (Fecomércio Minas).
Para a gerente do departamento de Economia da entidade, Silvânia Araújo, o empresariado já deveria estar se preparando para o Mundial da Fifa. "Essa pesquisa busca sensibilizar o empresário para a importância da Copa do Mundo. É importantíssimo que ele se organize para ter bons resultados", afirma. De acordo com ela, dentro das lojas, os maiores desafios são a capacitação da mão de obra, o reforço no atendimento, e a gestão de estoques para atender ao aumento de demanda.
É importante também cobrar dos governos medidas para questões relativas às cidades e que irão afetar o desempenho do comércio, como melhoria da mobilidade urbana, da fiscalização contra venda de produtos falsificados e da segurança pública.
Prazo. De acordo com a pesquisa, 57,5% dos empresários pretende iniciar uma campanha relativa à Copa do Mundo um ano antes do evento, na Copa das Confederações, em 2013. O restante pretende iniciar as ações apenas no ano da competição e 7,5% deles só iniciarão alguma ação quando a bola rolar. "A antecipação pode gerar bons resultados", avisa Silvânia.
Já a Copa das Confederações deve passar em branco para a maioria. Só 27,7% dos lojistas planejam colocarão alguma ação em prática durante a competição.

Os empresários do comércio estão divididos sobre a conveniência de se decretar feriado nos dias de jogo da seleção brasileira. Para 53,7% deles esta seria a melhor medida, enquanto 46,3% preferem trabalhar normalmente. O setor também não tem consenso em relação à alteração de horário de funcionamento das lojas durante o mundial: 35,9% pretendem alterar o horário, 25,6% querem continuar como é hoje e 38,5% vão esperar orientações do governo ou dos sindicatos. (APP)