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fevereiro

  • 07 de fevereiro

    TEREZA CRISTINAObra de viaduto deve piorar trânsito e preocupa comércio

    Comerciantes dizem que prefeitura não dá explicação sobre as mudanças
    JHONNY CAZETTA
    Especial para O TEMPO
     
     
    FOTO: CRISTIANO TRAD
    Apreensão. Intervenções para início da construção do viaduto pode piorar o trânsito na avenida
     
    As obras de fundação do novo viaduto na avenida Tereza Cristina serão iniciadas no fim deste mês e deve complicar ainda mais o tumultuado trânsito da região. Comerciantes demonstram preocupação com a possível perda de clientes, caso a prefeitura interdite a avenida para as obras. A Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans) informou que ainda não sabe quais serão as providências a serem tomadas quando as intervenções começarem. O órgão informou que a decisão só será divulgada dias antes do início das obras.

    Rose Brito, proprietária de uma loja próxima do local onde o viaduto será construído, teme pelos procedimentos de interdição que serão adotados na hora da construção. "A prefeitura e nem a BHTrans não falam nada. Nenhuma satisfação. As vendas já diminuiram e, se fecharem a avenida, eu não sei o que vou fazer", disse.

    Para Giovane dos Santos, gerente de uma loja de antiguidades, a preocupação é com o fluxo de veículos que vão passar em frente ao estabelecimento depois que as obras acabarem. "Aqui passam muitos carros e em todas as horas. Com o viaduto em cima, vai diminuir o número de carro e as vendas", afirmou.

    Segundo a Secretaria de Obras de Belo Horizonte, o viaduto será construído antes da rua Paraguaçu, no bairro Prado, na região Oeste, até o cruzamento da rua Prados, sentido bairro Padre Eustáquio, na região Noroeste. Ele faz parte do chamado Bulevar V, trecho de 2,98 km onde o ribeirão Arrudas está sendo coberto para a construção de novas faixas de trânsito na avenida Tereza Cristina.

    De acordo com a prefeitura, as obras dessa terceira fase do Bulevar, que é realizada em parceira com o governo federal e custou cerca de R$145 milhões, se estenderão até janeiro de 2013. Além do viaduto, o projeto prevê a implantação de canteiro central elevado, passeios laterais mais largos, construção de ciclovia, recuperação e ampliação da drenagem pluvial e novas pistas de rolamento.

    A secretária Ana Maria Cerqueira, 54, precisa de passar pela espera no trânsito da avenida todos os dias, por causa do itinerário do ônibus que a leva do bairro Eldorado, em Contagem, na região metropolitana, para o centro da capital. "É angústia todos dias com o medo de chegar atrasada. Saio em um horário mais cedo que precisava para não correr o risco de chegar atrasada no serviço", conta.

    Outras duas fases do bulevar já foram executadas. A primeira foi feita pelo governo de Minas e faz parte da Linha Verde. Ela tem 1,4 km e vai da rua Rio de Janeiro, no Centro, à Alameda Ezequiel Dias, na Região Hospitalar. A segunda fase, concluída pela prefeitura, tem 1,1 quilômetro, vai da Rua dos Carijós, no centro, à Avenida Barbacena, no Barro Preto. A partir desse ponto, começam em setembro as obras até a Via Expressa.

     

     
    Dois projetos sob análise
     

    Estão sendo estudados projetos para mais duas fases de obras do Bulevar Arrudas. Uma, atenderá a região Leste ligando o bulevar à alameda Ezequiel Dias até a rua Levi Coelho, no Bairro Santa Efigênia.

    A outra, entre as ruas Rio de Janeiro e Tupinambás, no centro da Capital. A prefeitura, no entanto, ainda não tem previsão do início das obras. (JC)

     
     
     
    TERCEIRA FASE DAS INTERVENÇÕES
     
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    O Tempo 07-02-2012