Pelo sexto ano consecutivo a Grande BH registrou a menor taxa de desemprego entre as sete regiões metropolitanas que compõem a Pesquisa Mensal de Emprego (PME) divulgada pelo Dieese, Fundação João Pinheiro e Fundação Seade. Em 2011, a taxa de desocupação chegou a 7% contra 8,4% em 2010. O percentual acumulado no último ano é o menor desde o início da série histórica, em 1996, reduzindo de 207 mil para 170 mil o número de desempregados na Grande BH.
O bom resultado, porém, não impediu que o rendimento das famílias sofresse queda de 2,7% no período, interrompendo o ritmo de elevação iniciado em 2006. “Essa queda é uma acomodação de mercado”, avalia Plínio de Campos Souza, coordenador da pesquisa pela Fundação João Pinheiro.
Segundo o especialista, os setores da construção civil e comércio foram os principais responsáveis pela geração de vagas no período, o que também justifica a retração dos rendimentos. “Normalmente, os salários são menores nessas atividades, o que ajuda a puxar o valor para baixo”, pondera. A remuneração média mensal passou de R$ 1.454 em 2010 para R$ 1.415 em 2011, com destaque para os cortes de 4,3% sofridos pela indústria e de 4,2% pelo comércio.
O último mês do ano também se destacou, ao atingir a menor taxa de desemprego registrada desde 1996. A desocupação, que era de 5,7% em novembro, passou para 5,2% em dezembro, com a entrada de 11 mil pessoas no mercado de trabalho. O comportamento é explicado principalmente pela sazonalidade do período natalino, que tradicionalmente impulsiona as contratações de temporários.
Brasil No país, 302 mil pessoas ingressaram no mercado de trabalho em 2011, reduzindo de 11,9% para 10,5% a taxa de desemprego no período. Os destaques ficaram por conta do setor de serviços, responsável pela abertura de 272 mil vagas, seguido pelo comércio (73 mil vagas) e construção civil (65 mil).